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O que não se mede, não se entende. E o que não se entende, não se melhora.
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Design é criativo, mas também estratégico. O desafio: avaliar entregas de forma justa, clara e humana — sem cair no achismo.
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Times de níveis diversos, com entregas muito diferentes. Feedbacks subjetivos, baseados em percepção e memória. Dificuldade de reconhecer esforços "invisíveis". Necessidade de clareza para o time e para a liderança — sobre o que é valorizado, como as entregas são observadas e o que se espera de cada pessoa.

Quatro princípios orientaram cada decisão: Clareza (todos sabem o que vale e por quê), Justiça (esforço e impacto são considerados proporcionalmente), Equilíbrio (dados + contexto humano, não controle) e Crescimento (visibilidade para o desenvolvimento individual). O sistema foi pensado para apoiar pessoas, não ranqueá-las.

Cada entrega tem seu valor, mas nem todas exigem o mesmo esforço. Criamos um sistema que diferencia entregas por tipo e complexidade — reconhecendo proporcionalmente o impacto e o tempo investido. Atividades internas, colaboração, suporte ao time e rituais também pontuam, porque manter a máquina rodando bem também é uma entrega de valor. As pontuações foram definidas com escuta ativa do time.

O sistema foi integrado diretamente à esteira de produção do time de design, capturando dados de forma automática e reduzindo o esforço de registro manual. A integração garantiu que a pontuação refletisse o trabalho real — e não apenas o que era lembrado no momento da avaliação.
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Para apresentar o sistema, fui além da documentação e construí uma experiência visual completa. Desenvolvi um dashboard em Power BI integrado à esteira de produção, com visões distintas para gestores, designers e produto. O cruzamento com a avaliação 360° reduziu subjetividade e deu contexto humano aos dados — transformando números em conversas de desenvolvimento.
A solução entregue criou visibilidade real sobre a performance do time de design da Trinus, equilibrando dados quantitativos com escuta qualitativa. O sistema serviu de base para conversas de desenvolvimento mais justas, alinhamento com produto e tech, e reconhecimento proporcional ao esforço real de cada designer.
Entregável 01
O dashboard foi construído com três visões distintas — Gestor, Product Designer e Produto — cada uma com informações contextualizadas ao papel de quem acessa. A visão do gestor entrega o panorama do time; a do PD mostra seu próprio histórico e evolução; a de produto conecta as entregas de design ao impacto no produto. Dados em tempo real, integrados diretamente à esteira de produção.



Entregável 02
A pontuação traz objetividade. O 360° traz profundidade. O cruzamento dos dois dá contexto e reduz injustiças. A avaliação 360° foi integrada ao ciclo de performance para capturar dimensões que os dados quantitativos não conseguem medir sozinhos — colaboração, protagonismo, liderança informal e suporte ao time. Juntos, os dois sistemas criam uma visão mais completa e humana da contribuição de cada designer.
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O sistema trouxe clareza sobre o que é uma boa entrega, alinhamento otimizado com Produto e Tech, e equilíbrio da carga entre o time. Designers passaram a ter visibilidade sobre seu próprio desenvolvimento, e a liderança ganhou dados para atuar com foco real.
Além dos resultados imediatos, o projeto estabeleceu uma cultura de dados no time de design da Trinus — onde decisões sobre reconhecimento, evolução e alocação passaram a ser baseadas em evidências, não em percepção e memória.
Dados referentes ao ciclo 2024–2025 na Trinus
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Quatro aprendizados moldaram a forma como o sistema foi construído — e deixaram uma marca duradoura na abordagem de liderança de design para times diversos.
O sistema serve como termômetro para identificar padrões de atuação e oportunidades de desenvolvimento — não como ranking de volume de entregas. Métricas sem contexto são ruído.
Peso e pontuação precisam ser revisados com frequência. O que faz sentido num ciclo pode não refletir a realidade do próximo — e o time precisa participar ativamente dessa calibragem.
Envolver o time na definição das pontuações foi o que garantiu legitimidade ao sistema. Quando as pessoas participam da construção, elas se sentem representadas — e aderem com muito mais engajamento.
Um sistema de performance bem construído não sufoca o time — ele potencializa o crescimento individual e coletivo. Mas nenhum dado substitui a conversa humana e o feedback direto entre liderança e designer.